Corpo Nacional de Escutas

Agrupamento 229 - Rio Tinto

Orientação

Aqui estão presentes algumas ideias. Mas muito fica por dizer... Para visualizar as imagens abaixo no seu tamanho real, por favor utilizar o botão direito do rato na imagem seleccionada e escolher a opção "guardar imagem como"


Manejar a bússola, interpretar e manusear uma carta topográfica

Quem um dia tiver de desempenhar qualquer missão, onde seja necessário por à prova as suas faculdades de orientação, perder-se-á se não tiver aprendido convenientemente a orientar-se.

0 que se pensará de quem no campo, no mar ou na cidade, não saiba que caminho tomar? Jamais nos devemos perder e se isso acontecer devemos estar preparados para resolver a situação, sabendo determinar sem hesitações a direcção que devemos tomar.

Aprendamos pois, a orientar-nos:

Para se poderem definir direcções com precisão é necessário que existam pontos de referência cuja posição seja invariável em qualquer lugar da terra. 0 movimento aparente do sol, permitiu aos homens a determinação desses pontos. 0 sol descreve todos os dias, aparentemente, um arco cujas extremidades cortam a linha do Horizonte visual em dois pontos. Esses pontos são o seu "nascimento" e o seu "ocaso". Se os unirmos obtém-se uma linha que passa pelo lugar onde nos encontramos. Se perpendicular a esta, definirmos nova linha com as mesmas características, isto é, cortando a linha do Horizonte e passando pelo lugar onde estamos, acham-se quatro direcções e os pontos que definem estas quatro direcções chamam-se "Pontos Cardeais".

N - Norte ou Setentrião
S - Sul ou Meio-dia
E - Este, Leste ou Nascente, Levante, Oriente
W - Oeste, Poente ou Ocidente

Como para orientação não eram suficientes estas direcções, foram definidos "Pontos Colaterais" e "Pontos Sub-Colaterais


PONTOS COLATERAIS

NE - Nordeste
NW - Noroeste
SE - Sueste
SW - Sudoeste
NE - Nordeste
NW - Noroeste
SE - Sueste
SW - Sudoeste

PONTOS SUB-COLATERAIS

NNE - Nor-Nordeste
ENF- - Les-Nordeste
ESE - Les-Sudeste
SSE - Sul-Sudeste
SSW - Sul-Sudoeste
WSW - Oes-Sudoeste
WNW - Oes-Noroeste
NNW - Nor-Noroeste


A BÚSSOLA

QUANDO NÃO HÁ BÚSSOLA... Estás perdido, mas mesmo perdido... Parado no meio do nada e não tens ideia nenhuma para onde ir. Se estiveres realmente com problemas, lembra-te primeiro de duas coisas: fica calmo e pensa racionalmente; provavelmente vais ter que sobreviver por um longo período sem comida. O que precisas mesmo é de é beber... muitos líquidos já é meio caminho andado.

Maiores considerações sobre técnicas de sobrevivência está além do objetivo desta página; procura mais informações além desta introdução. O que é que tens? No meio de nada, sem bússola, perdido ??? Tens o sol, as estrelas e a natureza ...

Aqui desenvolve-se principalmente orientação no hemisfério norte da Terra. Os métodos descritos eventualmente servem igualmente para o hemisfério Sul, mas em alguns lugares será necessário trocar o Norte pelo Sul para entender da maneira correta. Espero que consigas.

De início, é uma boa ideia subir uma montanha e dar uma olhadela à tua volta. Tenta ver traços de atividade humana. Se não vires nada, tenta imaginar qual será a melhor direção para viajar. Se não tens um mapa, tenta desenhar um, se puderes, do terreno à tua frente e tenta marcar onde está o Norte, utilizando um dos métodos abaixo. Se tiveres um mapa, tenta determinar onde estás. Se estiveres muito cansado, considera ficar onde estás. Procura outras fontes de informação sobre como facilitar resgates.

Vamos iniciar pelo método mais preciso. Este método requer que tenhas uma visão limpa do céu e vai demorar algum tempo. Uma das vantagens é que não precisas de nenhum equipamento. Vais precisar de uma vara mais ou menos de 1 metro de altura, dois pequenos gravetos ou pedras e outro graveto (ou pedra) um pouco afiado além de um cordão ou algo que o substitua.

O truque começa durante a manhã, antes do meio dia. Fixa a vara no solo verticalmente. O terreno ao redor deve ser horizontal. Agora, podes colocar um dos pequenos gravetos no solo exactamente onde a sombra da vara termina, como na figura. Então amarra o cordão na base da vara e amarra o graveto afiado na outra ponta de forma que quando o cordão é esticado ele alcance exactamente o graveto que está no chão. Então desenha um semicírculo no chão com o graveto afiado e espere... Espere. Espera até a tarde. Durante o dia, a sombra irá diminuir progressivamente até o meio-dia, quando passa e se tornae maior novamente. Ao meio-dia, quando a sombra estiver com seu menor tamanho, podes marcar a posição. A sombra estará agora apontada para o norte. Entretanto não é fácil ver exatamente quando isto acontece, mas é útil de qualquer forma. Finalmente, a sombra alcançará seu círculo novamente, e quando isso acontecer, coloque o outro graveto neste ponto onde a sombra termina. Se não conseguiste um cordão, podes utilizar uma outra vara que tenha o tamanho exato, ou tentar outra solução improvisada. Apenas assegura-te de desenhar um círculo.

Agora, a linha do primeiro graveto para o segundo é a linha Leste-Oeste, como na figura. Podias marcar pontos regularmente, pois quaisquer dois pontos que tenham exatamente a mesma distância da base da vara longa representarão a linha Leste-Oeste. Se estiver parcialmente nublado, isto pode ser uma boa idéia.

Também existe uma versão menor e mais rápida do que esta. Isto é apenas aproximado e quanto mais afastado do Equador mais impreciso será. Não precisarás do graveto afiado nem do cordão. Apenas espera 20 minutos entre a colocação dos dois gravetos e a linha entre os dois será aproximadamente a linha Leste-Oeste, como na figura. Com freqüência, não será necessário nada mais preciso.

Durante a noite podes navegar seguindo as estrelas. Deves entretanto tomar cuidado durante caminhada pois é fácil tropeçar e cair e também é fácil perder a visão das estrelas conforme caminhas e começas a andar em círculos. Isto também cansa muito, tanto física como mentalmente. No Hemisfério Norte existe uma estrela que está quase exatamente ao norte todo o tempo, à estrela Polar (Polaris). É bem fácil de encontrá-la, se conheceres a constelação "Ursa Maior". Ao visualizares as duas estrelas ao final da "Ursa Maior" faz uma linha imaginária para cima, aumentando em cinco vezes a distância entre as duas estrelas. Lá está ela - a estrela Polar. Este caminho é sempre para norte.

No hemisfério Sul, terás que encontrar o Cruzeiro do Sul.

Se tiveres um relógio de pulso analógico (com ponteiros), podes utilizar a hora para encontrar o Norte. Mantem o teu relógio bem à tua frente, e faz com que o ponteiro pequeno (vermelho na figura), que indica as horas, aponte para o sol. Mantendo-o nesta posição, divide o ângulo entre a seta vermelha e a marca de 12 horas em dois, este é o caminho para o Sul. (A razão pela qual necessita ser dividida em dois se dá pelo fato de que o relógio da duas voltas enquanto o sol da uma volta ao redor da Terra (isto ocorre da forma inversa, mas, tudo bem!)

Muitas pessoas carregam relógios digitais hoje em dia. Ser for o teu caso desenha um relógio analógico num pedaço de papel e o ponteiro de horas utilizando o teu relógio digital. O resto do método é idêntico.

Este método pode ser utilizado também sob nevoeiros. Mesmo que não seja possível ver o sol podes ainda utilizá-lo obscurecido. Se utilizares uma vara fina e puderes ver uma sombra. Deves-te lembrar que a sombra aponta para o lado oposto ao sol mas o restante é muito semelhante ao descrito acima.

Queres fazer a tua própria bússola? Lógico. Precisas de uma agulha e um copo d'água. A agulha pode flutuar na água, ou melhor, sobre a tensão de superfície, se colocada com cuidado. Apenas coloca-a com cuidado na superfície d'água. Isto exige um bocado de paciência. Existem três métodos que tornam isto mais fácil. Um: coloque a agulha num pedaço de papel. Se o papel também flutuar, não há problema; se afundar, ele provavelmente deixará a agulha flutuando. Se colocares um pouco de graxa, que não use água como base, na agulha, ela irá flutuar mais facilmente. Podes ainda colocá-la utilizando um garfo ou outra coisa. Quando conseguires ela permanecerá ali direitinho.

Se a agulha for magnética, ela irá agir como uma bússola normal e será bem precisa. O problema é que saber qual dos lados é o Norte e qual é o Sul. Tudo que sabes é que ela tem um alinhamento Norte-Sul. Terás que utilizar uma das outras técnicas para descobrir, ou fazer uma bela tentativa. O maior problema com isto é que hoje em dia, nem todas agulhas são feitas de material magnético... Não podes utilizar qualquer agulha.

E se não houver sombra? Então, existem alguns métodos baseados em sinais naturais. vê em mais pormenor esta imagem: (vê o nosso conselho sobre como visualizar as imagens na caixa de informações no inicio da página)

São baseados em árvores. Em primeiro lugar deverão haver menos galhos no lado norte. Isto é mais fácil de ser verificado se olhares ao longo do tronco. O lado norte da árvore deve ser mais húmido do que o lado Sul. O musgo gosta de humidade, portanto deve haver uma maior quantidade no lado norte. Na figura acima também podes ver que as formigas gostam de construir seus formigueiros no lado sul da árvore.

Também é válido olhar como a neve derrete. Durante a primavera nas montanhas, a neve irá derreter mais rápido no lado Sul e rochas ou de subidas íngremes. Também a vegetação será mais espessa na face Sul, assim como as frutas amadurecem mais cedo na face Sul.

Estes métodos não são muito confiáveis. Ventos podem alterar as condições médias e causar desvios. Se utilizares sinais naturais, deves usar tantos sinais quanto puder antes de tirar uma conclusão.

BÚSSOLA SEM UM MAPA

Esta é uma lição muito fácil, mas eu diria que ainda não é suficiente para aqueles que desejam viajar com segurança em terreno desconhecido.

Existem diversos tipos de bússola, um tipo que se prende ao mapa, outro que se prende ao dedão, e muitop outros. A "bússola de dedão" é mais usada por desportistas que pretendem ser rápidos.

Estás a ver esta seta vermelha e preta? Chamamos-lhe agulha magnética. Bem, em algumas bússolas ela pode ser vermelha e branca, mas nota que a sua ponta vermelha está sempre apontando para o pólo magnético Norte. Isto é basicamente tudo o que precisas saber. É simples, não é?

Mas se não queres ir para norte, mas para outra direcção qualquer ? .

Estás a ver essa coisa giratória na bússola. Chamamos-lhe alojamento da agulha. No limbo do alojamento, provavelmente existirá uma escala, dependendo das bússolas. De 0 á 360 ou de 0 á 400. Estes são os ângulos ou azimutes. Deve ter também as letras N, S, W e E para Norte, Sul, West and Este. Se gostarias de seguir uma direcção entre quaisquer duas, deves combiná-las. Por exemplo, se queres ir, digamos para a direção entre Norte e Oeste, dirás: "Eu quero ir para Noroeste".

Vamos usar isso como exemplo: queres ir para noroeste(NW). Tudo o quê tens a fazer é localizar onde fica o noroeste, no limbo graduado. Então, giras o alojamento da agulha até que o noroeste no alojamento fique exactamente sobre a linha de fé.

Segura a bússola na mão. Deverás segurá-la bem horizontalmente, de modo que a agulha possa girar livremente. Então gira, na mão, a bússola, tendo cuidado para que o alojamento da agulha não gire, até que a agulha da bússola esteja paralela ás linhas dentro do alojamento.

Agora é hora de ter cuidado!. É extremamente importante que a ponta Norte da agulha aponte para o Norte no limbo. Se a ponta Sul apontar o Norte, estarás a ir exactamente na direção oposta! Este é é um erro muito comum em principiantes.

Um segundo problema podem ser atrações magnéticas locais. Se tiveres contigo alguma coisa de ferro ou aço, ela pode atrapalhar a bússola. Mesmo um grampo no mapa pode causar problemas. Certifica-te de que não há nada do tipo por perto. Existe a possibilidade de atrações magnéticas no solo, mas são um tanto quanto raras, a não ser que estejas numa área de mineração.

Quando tiveres a certeza de que entendes-te tudo certo, anda na direção que a linha de fé está a apontar. Para evitar sair do curso, verifica a bússola frequentemente, digamos em cada cem metros. Mas não deveS ficar bitolado na bússola. Assim que tiveres o rumo a seguir, fixa algum ponto distante e segue para lá. Mas isso é mais importante quando estás a usar um mapa.

Tem também atenção ao Sol. Ao meio-dia, o Sol está aproximadamente para Sul (Norte no hemisfério sul), então se estiveres a andar para norte e tiveres o sol na tua cara, isso deve acender uma luz...

Quando é que se utiliza esta técnica?

Se saiste sem um mapa, não sabes onde estás, mas sabes que há uma estrada, trilha , córrego, rio ou alguma coisa grande e comprida, que não podes errar . E sabes em que direção deves seguir, pelo menos aproximadamente. Então, tudo o que precisas de fazer é girar o limbo até que a direção que desejas ir coincida com a linha de fé. E segue os passos acima.

Mas por que é que isto não é suficiente? Não é muito preciso. Estás a andar na direção certa, e não vais andar em círculos, mas deves ser um sujeito sortudo para conseguir achar um pequeno ponto desta maneira. E é por isso que não se refere a declinação aqui. E por que isso é alguma coisa relacionada com mapas. Mas se tens uma imagem mental do mapa e sabes como ele é, pensa sobre o assunto. Mas provavelmente não serás tão preciso a ponto de a declinação fazer diferença.

Se estiveres a fazer uma caminhada em terreno desconhecido, deves ter sempre um bom mapa que cubra a área. Principalmente se fores sair da trilha. É no uso conjunto de mapa e bússola que a bússola se torna realmente valiosa...

TRABALHAR COM BÚSSOLA E MAPA

Esta é a lição importante, e deves aprendê-la direito. É que quando usas a bússola e o mapa juntos é que a bússola é realmente realmente útil, e poderás navegar com segurança e precisão num terreno em que nunca estiveste antes sem precisar seguir trilhas. Mas, no entanto precisarás de algum treino e experiência.

Pega um mapa. No nosso primeiro exemplo, nós olhamos para um mapa feito para Orientação, e é muito detalhado. Bem, não é realmente tão detalhado. Nós olhamos para um mapa ficticío que se desenhou, mas não importa. De volta ao ponto. Queres ir do cruzamento das trilhas em A, para a rocha em B. Naturalmente, para usar com sucesso este método, vais ter que saber que estás realmente em A.

O que deves fazer é pôr a tua bússola sobre o mapa de modo que a borda da bússola esteja em A. A borda que deves usar é a borda que está paralela ao sentido da " linha de fé". Depois põe B em qualquer lugar ao longo da mesma borda, como está no desenho. Naturalmente, poderias usar a própria seta do sentido, ou uma dos " meridianos", mas geralmente, é mais conveniente usar a borda. Neste ponto, alguns instrutores dirão que deves pegar um lápis e marcar uma linha ao longo do seu curso, mas é melhor não o fazer: Primeiro, isso demora muito tempo; segundo ,não aumenta a exatidão do método; terceiro, se estiveres com tempo húmido(chuvoso), podes destruir o teu mapa, ou se estiver ventoso, podes perdê-lo. Deves manter o teu mapa num saco plástico transparente (preferivelmente estanque), e se estiver ventoso, mantem-no amarrado, assim ele não será levado. Mas o mais importante é que qualquer desenho pode esconder detalhes importantes no mapa.

Hora de ter cuidado outra vez! A borda da bússola, ou melhor, a seta do sentido, devem apontar A para B! De novo, se fizeres isto errado, andarás exactatamente no sentido oposto ao que queres. Assim, dá uma segunda olhada. Iniciantes frequentemente cometem este erro.

Segura a bússola firmemente no mapa. O que há a fazer de seguida é alinhar os meridianos e a seta guia com os meridianos do mapa. Isto é, as linhas no mapa que apontam para o norte. Quando tiveres a borda da bússola cuidadosamente alinhada de A para B, gira o limbo graduado da bússola de modo que os meridianos da bússola estejam alinhadas com os meridianos do mapa. Durante este processo, não importa com o que acontece à agulha da bússola. Há muitos erros sérios que podem ser cometidos aqui. Primeiramente vamos fazer um exame do problema de ir no sentido oposto. Esteja absolutamente certo que sabe onde no mapa está o norte, e esteja certo que a seta guia está apontando para o norte do mapa. Normalmente, o norte estará na parte de cima do mapa. O erro possível é deixar a seta guia apontar para o sul no mapa. Então, mantem um olho na borda da bússola. Se a borda não estiver ao longo linha que vai de A para B quando terminares de girar o limbo graduado da bússola, terás um erro na sua direção, e isso pode desviar-te do teu rumo.

Quando estiveres certo que o limbo graduado está correto, podes tirar a bússola do mapa. E agora, podse ler o azimute a partir do limbo, onde a linha de fé se encontra com o limbo propriamente dito.

Assegura-te de que a carcaça não gira, antes que alcances o teu alvo em B!

Segura a bússola na tua mão. Agora vais ter que mantê-la completamente horizontal, de modo que a agulha da bússola possa girar livremente. Vira então, na tua mão, a bússola inteira, certificando-te apenas que o limbo da bússola não gira, e vira até que a agulha da bússola estiver alinhada com os meridianos da bússola.

O erro é outra vez deixar a agulha da bússola apontar para o sul. A parte vermelha da agulha da bússola deve apontar para o norte no limbo da bússola, ou irás no sentido oposto.

Hora de caminhar. Mas para fazer isso com uma boa exatidão, terás de o fazer de uma forma especial.

Segura a bússola na sua mão, com a agulha bem alinhada com a seta guia. Aponta então, tão cuidadosamente quanto puderes, na direção em que a linha de fé está apontando. Fixa o teu olhar em alguma característica especial do terreno tão longe quanto puderes ver naquela direção. Vai então para esse ponto. Enquanto caminhas, certifica-te que o limbo graduado não gira. Se estiveres numa mata densa, poderás precisar de apontar diversas vezes. Se fizeres assim, espero que alcances o teu alvo em B.